Correção de Cicatrizes

A cicatrização é um processo natural de reparação de tecidos orgânicos lesados, que ocorre por meio da produção de fibras de colágeno. Mesmo com o exame da pele e os antecedentes cirúrgicos do paciente não há como ter certeza sobre o desenvolvimento de uma cicatriz patológica ou inestética.

CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES CICATRICIAIS

Cicatriz hipertrófica:

É uma cicatriz elevada que não ultrapassa os limites da ferida inicial, causada por produção desordenada de colágeno. Apresenta tendência à regressão com o tempo e não é hereditária.

Quelóide:

Cicatriz elevada que ultrapassa os limites da ferida inicial, causada por produção excessiva de colágeno. Não apresenta tendência à regressão com o tempo e é hereditária.

Cicatriz retraída:

É uma cicatriz tensa, que repuxa os tecidos adjacentes (contratura cicatricial, retrátil ou contrátil). Pode restringir os movimentos normais da área afetada.

Cicatriz alargada:

É rasa, frouxa e espalhada. Pode resultar de tensão aumentada nas laterais da cicatriz ou de ruptura de pontos e cicatrização por segunda intenção.

Cicatriz atrófica:

É uma cicatriz mais funda do que o relevo da pele ao redor. Dentre suas causas, pode-se citar pele muito fina e distúrbios de cicatrização devido a doenças metabólicas e carências nutricionais.

Cicatriz discrômica:

Cicatriz mais escura (hipercrômica) ou mais clara (hipocrômica) do que a pele ao redor. A hipercromia é mais comum e pode ser resultado de exposição solar em cicatriz recente, principalmente em pessoas morenas.

A CIRURGIA

O procedimento realizado para corrigir a cicatriz depende do tipo, tamanho, localização e gravidade da cicatriz, e é escolhido pelo cirurgião plástico de acordo com as necessidades e a tendência de cicatrização de cada pessoa Para a realização do procedimento cirúrgico, serão solicitados exames pré-operatórios, como exames de sangue, radiografia de tórax, eletrocardiograma e risco cirúrgico. Como em qualquer cirurgia, é orientado o jejum de 6 horas, e o tipo de anestesia realizada depende do procedimento que será feito, podendo ser anestesia local, associada à sedação ou anestesia geral. Em alguns casos, um único procedimento é suficiente para garantir resultados satisfatórios, entretanto, em casos mais complexos, podem ser necessários novos procedimentos e/ou tratamentos complementares.

PÓS-OPERATÓRIO

Após a cirurgia, podem ser notados o inchaço e vermelhidão do local, prejudicando a avaliação do resultado, o que diminui ao longo do primeiro mês, porém o processo de cicatrização ocorre ao longo do primeiro ano após o procedimento. No período de recuperação, é recomendado:
  • Evitar atividades físicas intensas;
  • Não se expor ao sol durante 3 meses;
  • Nunca se esquecer de usar o filtro solar, mesmo após a completa cicatrização;